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domingo, 27 de outubro de 2013
A nossa historia se rompeu, não acabou, simplesmente foi interrompida. Você foi embora, escolheu outro caminho e me deixou pra trás. Não me disse o motivo, o porquê, só seguiu sua vida como se eu não fizesse parte dela. Negou-me até mesmo o direito do tchau. O adeus é doloroso, mas todos nos temos direito de um ponto final. E você não me deu isso. Você apagou a luz e me deixou sozinha, sem saber o que fazer e o que pensar. Mas você vai voltar, não há nada que agonia mais que uma frase sem ponto final, nada que assombra e atormenta do que uma historia sem o grande final. E eu espero que o dia do seu retorno seja breve, não vejo a hora de botar um fim naquilo que não deveria nem ter um começo. Rafaella M.
domingo, 20 de outubro de 2013
Vou cair fora antes que eu caia.
E a gente briga, discutimos sobre bobagem,
como sempre. Você sempre frio, grosso, parece que não da à mínima para o que
está acontecendo. Já eu não, grito, esperneio, choro e não agüento mais essas
nossas crises de meninos de 10 anos. Você sempre quer ser o dono da verdade, me
diz como agir sempre. E eu sendo super, hiper e mega grossa com você, pois acho
que merece. Alias uma pessoa que se comporta como io-io merece uma boa dose de
grosseria. E quer saber, eu to cansada
disso tudo. Não tenho mais paciência pra menino do ensino infantil. Então fique
com a sua indiferença, com a sua mania de querer mandar no relacionamento e com
a sua mente fechada que eu estou caindo fora. Vou procurar alguém maduro o
suficiente para entender que relacionamento é composto por duas pessoas
companheiras com direitos, opiniões e pensamentos semelhantes, e não um ‘manda
e obedece’ que nem era o nosso. De chefe, já basta o que eu tenho no meu
trabalho.
Rafaella M.
sábado, 19 de outubro de 2013
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Hoje eu parei pra pensar, o que não deu certo entre a gente? Foi a forma que começou ou a forma que demos continuidade? Ou foi simplesmente a minha forma de ser? E se eu tivesse começado de outra maneira, ou tivesse simplesmente não ter deixado acabar da forma que acabou? E se eu tivesse lutado com unhas e dentes por esse sentimento? E se eu tivesse suplicado, implorado, me jogado ao chão desesperada pra você não me deixar? E se eu tivesse pedido: ‘Ame-me, por favor, me ame mais que tudo que você ama, não me deixa escapar por entre seus dedos, eu tenho medo da queda, eu tenho medo da escuridão que é minha vida sem você, então, por favor, não me deixa cair nesse abismo, eu preciso do seu amor pra respirar sem dor, pois sem você, respirar queima todas as minhas entranhas. ‘ Mas não posso, não dá, amor não se pode exigir, não tem como eu virar pra você e dizer: ‘ Olha pra mim filho da puta, olha o amor que eu tenho pra te dá, não é suficiente? Me ame de volta, eu sei que você pode, eu sei que no fundo mesmo negando tanto você quer me amar.’ Mas é amor, e amor, amor não se pede, não se implora, não se mendiga. É triste saber que só o que falta é você me amar e eu não posso comprar, pedir ou exigir. Porque se pudesse, ah meu bem, eu movia montanhas, eu me jogava da marquise sem pára-quedas, eu ajoelhava no milho e pedia milhões de vezes pra ter o seu amor, eu dava tudo que eu tenho, pois nem um bem material pode ser maior do que ser sua amada. Eu passaria todas as vergonhas e humilhações só pra ter um lugar especial no seu coração. Só pra ter o seu amor, puro e verdadeiro. Mas não dá. E a única coisa que dá no momento é escrever esse texto amargurado, mesmo eu tendo disposição e sentimento para escrever uma linda historia de amor. Mas uma linda historia de amor acaba com o casal juntos e felizes e a minha fantasia real não me permite criar tamanha mentira. Rafaella M.
sábado, 5 de outubro de 2013
Você fala como se tivesse certeza do que eu quero. E você não sabe de nada, nem se dá conta de que o que eu quero nesse exato momento é você. Mas não tem como eu querer por dois, por mais que eu queira o equivalente a todas as células do meu corpo, não tem como eu querer por você. E essa é a parte mais dolorosa da vida, tem coisas que não dependem da gente.
Rafaella M.
domingo, 8 de setembro de 2013
Eu não sei gostar, e isso é foda.
Dizem que gostar é uma pratica adquiria com o
tempo. Amar é como construir uma casa. Você sonha, planeja e pra realizar você
tem que pagar, e caro. E pra sair mais barato é só achando alguém que queira
construir junto com você. Logo, amar, gostar e se relacionar são paciência e
trabalho. E é ai que ta o problema. Eu não tenho paciência e eu não sei
trabalhar. Eu só penso em me defender, de que eu não sei, mas meu cérebro aciona
o mecanismo de defesa a partir do momento em que meu coração acelera mais forte
por alguém. E cada ataque de defesa meu, eu levo dois ataques do coração. Sou
bombardeada cada vez mais forte por esse sentimento. Ai eu recuo. Afasto-me,
subo a bandeira branca. Mas não encontro paz. Porque eu não sei gostar, eu não
sei demonstrar que quero paz, que quero companhia, que quero amor, que quero
alguém pra construir. Ao invés disso eu destruo tudo. E lá estou eu, acabando
com mais uma possibilidade de ser feliz. Pondo a baixo o seu sentimento por mim
e o meu por ti.
Rafaella M.
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Que vá nunca me pertenceu mesmo, pode voar gavião
eu sei que isso que você quer mesmo. Nunca teve vontade de se prender a mim, não
da forma como eu queria me prender a ti. Sempre quis jogar teu jogo, mas me
cansei de ser reserva, só aceito agora posição de titular, fora isso, to
partindo pra outro time. Agora quando seu time estiver perdendo e você me
procurar eu não responderei por mim. Estou abrindo mão de lutar por você, e eu
só espero que você sinta nas mãos dela o que você sentia nas minhas. Assim você
não corre o risco de se arrepender de ter largado minhas mãos pra segurar uma
incerteza, assim você não vem atrás de mim, assim você não me perturba mais. Então
voa, voa pra longe de mim e me deixa. Não peço pra me deixa em paz porque não é
mais possível. Depois que eu te conheci paz não faz mais parte dos meus dias. Então
voa pra bem longe, e não volte mais, Porque se voltar vai encontrar a gaiola
fechada.
Rafaella M.
domingo, 11 de agosto de 2013
Ele só queria me fazer sorrir
Ele gostava de mim. Disso eu não tinha dúvidas,
dava pra ver nos olhos deles. Mas ele foi embora, como todos os outros. Mas
dessa vez foi diferente. Ele não é igual aos outros. Os outros não gostavam de
mim, ou gostavam e não queriam gostar ou simplesmente não sabiam demonstrar, mas
não importa porque eles também foram embora. Ele era ao contrario, ele gostava
de mim, queria gostar e sabia demonstrar. Ah cara, ele queria me fazer feliz. Ele
me elogiava como ninguém, me olhava como ninguém. Nunca um homem tinha tanta
vontade de me ter, de meter comigo como ele queria. Mas ele foi embora. E pela
primeira vez eu queria que fosse embora. Falando assim parece que eu sou uma
sem coração. Mas nem é. Mais triste do que amar e não ser amada e não amar e
ser amada. Não retribuir um sentimento, uma vontade, é pior do que remoer um
amar não correspondido. Não tem nada pior que ter na sua frente alguém disposto
a te fazer feliz, mas você não tem como fazê-la feliz. Porque não tem como essa
pessoa te fazer feliz, logo, também não tem como retribuir tal felicidade. E
sabe por quê? Porque a minha felicidade está em outras mãos. Esta em outro
sorriso, em um sorriso que insiste em não ser meu. Assim como o meu insistia em
não ser seu. Mas diferente de você, eu não vou embora. Você desistiu do meu
sorriso e eu estou disposta a lutar por aquele sorriso que me faz feliz, mesmo
que doa.
Rafaella M.
domingo, 4 de agosto de 2013
sábado, 3 de agosto de 2013
Se você soubesse
Você não sabe, mas eu nunca me mostrei pra você.
Você nunca me viu nua de verdade, Você pode ter tocado no meu seio, mas nem
imagina que de fato tocou meu coração. Você gosta de bagunçar meu cabelo, mas
eu desconfio que você goste mesmo é de bagunçar meus pensamentos. Você pode
amar ser livre do jeito que é, mas nem sonha o tanto que se amarrar em mim vai
ser prazeroso. Alias você pode achar que o prazer que eu lhe proporciono é o máximo
que tenho pra te dar, mas nem se dá conta que eu nunca lhe dei metade do
prazer que eu tenho acumulado. Eu posso ter falado sacanagem no seu ouvido, mas
você nem desconfia que a maior sacanagem que um dia sonhei em sussurrar pra
você nunca foi dita. Tudo isso porque eu sou mais. Eu sou mais do que os seus
olhos vêem. Eu sou mais que essa boca que te beija. Eu sou mais que estas mãos
que te tocam. Eu sou mais que esse corpo que você acaricia. Eu sou muito mais
do que as palavras que eu já lhe dirigi. Eu sou muito, muito mais do que você
pensa. Eu sou a mulher mais transparente e desinibida que você já conheceu, e
isso te deixa louco. Em todos os sentidos. Eu falo e faço o que tenho vontade,
e isso te intriga. Eu sou livre, e isso te deixa furioso. Eu sou mais eu, e você
queria que eu fosse mais sua. Mas eu só vou aceitar ser mais sua no dia que você
ser só meu.
Rafaella M.
terça-feira, 30 de julho de 2013
Uma das partes bonita do meu dia. ♥
Sabe quando você fica feliz só de ter noticias
da pessoa, ou quando você ta super feliz, mas fica triste porque aquela pessoa
não ta legal? Ou se você pudesse passar o dia todo falando com essa pessoa você
passaria. Pode parecer que eu to apaixonada e afim, mas não, eu só encontrei
uma gêmea. Aquela amizade que mesmo a distancia, os problemas, e os erros,
continuam ali. Você sente ao trocar uma simples sms que o sentimento continua o
mesmo. Que a vontade de se encontrar e dar um abraço bem apertado não se
apagou. Você sabe que ama mesmo a pessoa quando você sem querer ou fazendo
certas escolhas erradas e fazendo essa pessoa sofrer você sofre o dobro. Você
chora o choro dela, você sente na pele a ferida dela. Assim como você ri o riso
dela, você é feliz pela felicidade dela. Eu só acho que as pessoas têm que
começar a compartilhar de sentimentos assim. Sabe aquela historia de cada um
tem sua alma gêmea? Então, a minha veio em forma de amizade. Tem como ser mais
perfeito?
Rafaella M.
Rafaella M.
segunda-feira, 29 de julho de 2013
domingo, 28 de julho de 2013
Ô Saudade.
E quando
a saudade dói tanto, incomoda tanto que você nem se lembra do orgulho? Falei
pra você uma vez que eu não tinha essa necessidade de ver as pessoas todos os
dias, que eu precisava sentir saudades delas, mas poxa, ficar esse tempo todo
sem te ver é tortura. Mas minha maior tortura é essa minha vontade de te
procurar, dizer que sinto sua falta e quero te ver. Nunca fui orgulhosa, acho
isso um defeito meu. Me machuco demais por isso. Mas tem horas que dizemos
‘chega’, que cansa, que aquela pontinha de orgulho que todos nós temos fala
mais alto. Até porque correr atrás, ir ao teu encontro e sempre te procurar
dói. Parece que só eu quero nós juntos. Parece que pra você tanto faz. Ai eu
paro, digo que acabou e não quero mais, acabou a energia. Ai vem você e me
procura, chega manso querendo minha atenção, e sempre solta no meio da conversa
que eu sou sua. Mas eu não quero ser sua se você não for meu, e você não é meu,
mas eu sou sua. Droga. Deixo meu orgulho de lado, recarrego a bateria e lá vou
eu te procurar e tentar fazer você ser meu. Porque se tem uma coisa pior do que
você não ser meu é essa saudade de ser sua.
Rafaella M.
terça-feira, 23 de julho de 2013
O pior fim é daquilo que não teve começo
Deixar ir.. Isso eu não consigo, nunca consegui, sou
possessiva demais. Defeito? Claro, sufoca, mas nem é a pessoa que eu sufoco, eu
sufoco a mim mesma, não demonstro, morro sozinha. Mas tenho os pés nos chão.
Sempre soube que não tínhamos futuro. Sempre fomos sem começo, sem meio, porém,
com fim. Um fim que eu fui adiando, adiando e adiando. E cheguei à conclusão
que ta na hora de acabar com as reticências, vamos por um fim nessa historia,
um ponto final, triste, frio e duro. Desapegar, deixar ir, limpar, renovar,
abrir mão. Nunca pensei que seria tão difícil largar sua mão, mesmo que por tantas
vezes doeu segura-la. E você, assim como todos que chegaram, não veio para
ficar e sim bagunçar. Mas nunca se vai por completo, sempre fica algo, ficam as
lembranças, os desejos, os sonhos, os planos e algo pior que o fim propriamente
dito, fica a saudade. A saudade das conversas, das risadas, dos beijos, das
brigas, dos sorrisos, dos abraços, do cheiro e dos momentos. Saudade não de você,
mas de nós. Porque você era tão bom que me fazia ser melhor. E como deixar ir
aquilo que me faz ser melhor? Como abrir mão daquilo que me faz sorrir feito
boba? Ou simplesmente, como dar tchau pra melhor parte do meu dia? Mas é necessário
deixar ir, só fica quem quer, e quando um não quer é melhor nem insistir, vai
que dá briga.
Rafaella M.
Rafaella M.
domingo, 21 de julho de 2013
Você tem essa mania de antes de
me beijar ficar parado, com a boca perto da minha, quieto, só sentindo a minha
respiração. E eu amo essa sua mania, eu amo saber que estou tão perto do meu
maior desejo. Eu amo seu beijo, nunca tinha achado um beijo que se encaixasse tão
bem no meu. Amo a sua mão no meu cabelo, me trazendo cada vez mais perto de você.
Amo seus beijos na minha testa, ou seus beijos de esquimó. Amo sua barba
roçando o meu rosto. Amo de paixão o fato de que seus beijos no meu pescoço não
me fazem cócegas. Amo suas mordidas nos meus ombros. Sim, nos ombros. Amo
quando você sussurra sacanagem no meu ouvido, ou quando faz sacanagem comigo. Ah
cara, amo teu cheiro, tuas mãos grandes, teu cabelo macio, até mesmo seus
olhinho estrábicos. Mas amo mesmo, assim, de paixão, o seu abraço. Sei lá, sou
uma pessoa completamente apaixonada por segurança, por aconchego, ou quem sabe,
por você.
Rafaella M.
Rafaella M.
sábado, 20 de julho de 2013
“E eu juro. Eu juro de pés juntos que eu não acredito “nessa besteira de contos de fadas”, “nessa besteira de finais felizes”. Eu juro, eu olho nos seus olhos, juro pra mim mesmo que esse friozinho na barriga não é nada demais. Que esse coração acelerado não significa nada. Não pode significar nada. Pode?”
Tati Bernardi
Tati Bernardi
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Vem me completar?
E na hora da despedida você me deu um abraço. E pela
primeira vez eu senti segurança em seu abraço, eu senti vontade, aconchego. Nossos
corpos se encaixaram de uma maneira inexplicável. E cada vez mais me apertava,
parecia que não queria mais me largar, virar um corpo só. Durou uma eternidade
pouca. Existe isso? Durante um tempo pareceu uma eternidade, mas quando me
acostumei com a segurança dos seus braços você soltou. Você sempre faz isso,
quando eu me acostumo com a paz e o conforto de está em seus braços você me
solta, e me faz sentir o frio e a agonia do mundo, sozinha. Mas hoje foi
diferente, quando você me soltou eu percebi que tu não querias soltar, que
percebeu que é ali o seu lugar, você percebeu que o nosso abraço se encaixava
perfeitamente assim como nossos beijos, nossas conversas, nosso sexo, nossos sussurros
e até nosso silencio. Só falta você perceber que a gente se encaixa, que a
minha mão pequenininha (que você sempre comenta) se encaixa com a sua mão áspera
(que eu sempre reclamo), como a sua escrotidão se encaixa com o meu lado fofo e
como meu lado agressiva se encaixa com seu lado divertido. Só falta você
perceber como meu coração se encaixa no seu.
Rafaella M.
quinta-feira, 6 de junho de 2013
O cupido da maldição.. ops, do Amor.
Acho que eu tenho uma maldição. Um feitiço foi lançado sobre
mim. Certeza. Você deve ta assustado e se perguntando: Mas como assim menina,
uma maldição? Sim, só pode. Sabe aquele filme “Maldita Sorte”? Então, no filme,
quando ele era criança, jogaram uma maldição nele, toda mulher que ele transar
em seguida a mulher acha o amor da vida dela. No meu caso, toda vez que eu to
gostando de uma pessoa ela arruma alguém. É só eu me encantar, gostar ou
começar a ficar com essa pessoa que tempinho depois ela se encanta e arruma
outra. E é batata, eles vão ficar juntos e formarem um lindo casal.
No fundo eu acho até legal. Quem sabe eu não sou um cupido? Fui
enviada do céu para terra pra distribuir amor. Olha só que missão de vida mais
linda. É muito gratificante ver casais que de certa forma eu tive influencia neste
relacionamento. Principalmente quando eu vejo que eles se amam mesmo. Dá uma fé,
uma esperança bonita de que realmente esse tal amor existe. E sim, ele existe.
Para os outro, já pra mim...
Acho meio complicado essa minha situação, porque cada vez
que isso me acontece, vai me diminuindo um pouquinho, vai me ferindo um
pouquinho, me magoando comigo mesma um pouquinho. É difícil ver todo mundo se
dando bem no amor e você nada. Mas como eu disse pra uma amiga hoje. A fé é a última
que morre, e se um dia a minha morrer pode saber que eu vou ser enterrada junto
com ela. Rafaella M.
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Estúpida fidelidade
Tomei um banho quente em outra
casa e deixei outro homem me ver nua. Deixei outros tempos que não o nosso
passarem e deixei outras esquinas que não as nossas serem quebradas.
A noite corre normal sem a gente, e parece até mais leve, parece um apaziguamento, um reinício de vida. A vida sem você é uma chuva absurda que remexeu sarjetas e valetas mas secou, trazendo de longe o divertimento quase uníssono de crianças num parque qualquer.
Tudo fica mais doce sem a ansiedade da felicidade, tudo parece um livro de desenhos para colorir, e eu sei lidar melhor com ele. Eu carrego as cores e ninguém manda no meu quadro.
A senhorinha do restaurante nasceu para servir minha mesa, e essa constatação não me fez sentir culpa por essa certeza frustrada que carrego de ser o centro do universo.
Ela me viu com o outro, e a partir desse momento, criamos uma intimidade que ela soube valorizar me dizendo que apesar de eu ser mais jovem, ele era muito charmoso.
Ninguém me jogou uma pedra, ninguém cuspiu em mim e as ruas até que fluíram amigas para que a gente andasse de mãos dadas e cantasse músicas bregas, desviando de lixos.
O ar e o silêncio me deram a preguiça necessária para eu deitar em outra cama e relaxar do meu amor enlouquecedor por você.
A tão sonhada paz, que não sinto ao seu lado, chegou. E eu dormi finalmente sem precisar saber onde você estava e no que você estava pensando.
Eu respirei apesar da minha rinite e eu não senti o vácuo assustador do meu espírito.
É mais fácil viver longe de você. É mais fácil acordar feia e isso ser só mais uma visão da vida. É mais fácil dormir sem querer alcançar a vida ao lado, porque é preciso morrer um pouco para dormir e eu odeio essa sensação de intensidade absurdamente viva que eu sinto cada vez que miro um pedaço seu espalhado no seu mundo entreaberto.
Nenhum pensamento meu tem o poder de te machucar, nenhum mundo para onde eu vá tem o poder de te causar desespero. E eu preciso te sentir na minha ratoeira, eu preciso atirar nas suas asas que sobrevoam meu sossego. Você sempre me deixa, mesmo ficando colado comigo.
Eu preciso sentir tormento alheio para desocupar o lugar da atormentada. Eu preciso ter a certeza que no seu ponto perdido no espaço ainda não mora outro rosto.
O amor tem uma cara feia pra mim, de tormenta, de escuridão, de labirinto. E eu não consigo acreditar no seu jeito feliz de me amar, no seu jeito feliz de achar que tudo bem entregar um peito a outro ser que voltou ao mundo porque ainda não tinha aprendido a viver. Quando a gente ama, a gente entrega a alma para alguém que não sabe direito nem o que fazer com a própria.
Por isso eu agora estava ali, coberta do cheiro alheio, para ver se eu me defumava de outras intenções, o suficiente para fechar os poros das nossas portas.
Eu queria morrer ali, ao lado do outro homem. Ainda que nenhuma célula do meu corpo permitisse a proximidade de outro batimento cardíaco, outro bafo e outro estalar de dedos do pé.
Eu queria congelar aquele momento sem luz, aquele momento em que, aos poucos, eu sentia meu corpo e todo o resto feito de espírito voltar ao meu centro. A nossa morte que me retornava à minha vida.
Eu queria que a manhã chegasse aos poucos, matando você sem que eu acordasse e, finalmente, no café da manhã, eu tomaria um suco de laranjas com a minha existência livre da sua.
Eu queria não acordar e lembrar que ainda preciso conquistar você, porque você brinca de ser meu, mas mora do outro lado mundo.
E eu não sou atleta e nem forte para correr tanto e tão longe, por isso gostaria de destruir tudo o que é seu do meu mapa. Eu tenho muita preguiça do seu olhar de "já sei o que é sofrer, agora posso viver sem medo porque descobri que eu não morro".
Eu já sofri por aí, mas ainda morro muito, todo dia eu velo meus restos e conto uma piada para ninguém perceber. E eu queria relaxar da terra em cima da minha cabeça só para variar um pouco.
Eu estava deitada numa cama imensa que poderia ser minha, e o outro dizia "tudo aqui pode ser só seu e pra sempre". Aos poucos fui lavando meu cérebro de você, e torcendo para os restos da limpeza caírem no meu coração, acabando de vez com o serviço.
Fui trabalhando meu corpo para esvaziar todas as suas pistas da minha história.
A maior felicidade para mim é sentir uma coceguinha de proteção no centro do meu estômago, uma borboletinha da alegria, uma paz imensa que emana do meu centro esquentando até os dedos do pé e os fios de cabelo.
Essa alegria foi nascendo, igual a quando eu sabia amar apenas como filha, porque ele me deixou ficar nua, carente e imaculada, como uma criança.
A escuridão foi me invadindo e calando neurônio por neurônio, grito por grito da minha angústia.
Eu já estava me acostumando com a vida assim, a vida quente e confortável do chão firme e certo. O quente do amor conquistado e sólido e não da paixão quebrada em milhões de pedaços indecifráveis que eram jogados por um desconhecido, como num jogo de dardos, no meu coração estampado numa parede descascada.
Mas eu sonhei que você me descobria, me via deitada ali com a pele tão arrepiada que parecia uma galinha depenada, e eu te dizia: eu não deixei ele encostar em mim, eu sou tão sua, que merda, eu sou tão sua.
E você, sem alterar a expressão eterna do seu orgulho inabalável, apenas me olhava com pena e me dizia que tudo bem.
Mas não está tudo bem, sabe? Eu preciso ver sofrimento no meu líder para saber que sigo um apelo humano. Eu cansei de alisar sua escultura de pedra.
Eu cansei de ser perdoada, compreendida e aceita. Eu cansei do mundo evoluído, porque eu sou bicho e esse mundo evoluído me humilha demais.
Alguém aí pode admitir que essa merda de vida dá um medo filho da puta, e que ficar longe de tudo dói, e que ficar dentro de tudo dói, e que estar aqui, agora, dói pra cacete?
Alguém aí pode admitir por um segundo a inveja, o cansaço, o ciúme, a dor, a porra toda que essa química causa no nosso cérebro quando se espalha sem pedir permissão e joga essa doença toda pra cima da gente, a gente que estava calmamente vivendo nossa vidinha idiota?
Alguém aí pode deixar de segurar na muleta social do divertimento, jogar copos longe, cigarros longe, bocas alheias, fugazes e desconhecidas longe, roupas longe, colares e pulseiras longe, poses e armações de sutiãs longe,…?
Alguém pode me dar um murro na boca e me prender ao pé da cama, por favor?
A noite corre normal sem a gente, e parece até mais leve, parece um apaziguamento, um reinício de vida. A vida sem você é uma chuva absurda que remexeu sarjetas e valetas mas secou, trazendo de longe o divertimento quase uníssono de crianças num parque qualquer.
Tudo fica mais doce sem a ansiedade da felicidade, tudo parece um livro de desenhos para colorir, e eu sei lidar melhor com ele. Eu carrego as cores e ninguém manda no meu quadro.
A senhorinha do restaurante nasceu para servir minha mesa, e essa constatação não me fez sentir culpa por essa certeza frustrada que carrego de ser o centro do universo.
Ela me viu com o outro, e a partir desse momento, criamos uma intimidade que ela soube valorizar me dizendo que apesar de eu ser mais jovem, ele era muito charmoso.
Ninguém me jogou uma pedra, ninguém cuspiu em mim e as ruas até que fluíram amigas para que a gente andasse de mãos dadas e cantasse músicas bregas, desviando de lixos.
O ar e o silêncio me deram a preguiça necessária para eu deitar em outra cama e relaxar do meu amor enlouquecedor por você.
A tão sonhada paz, que não sinto ao seu lado, chegou. E eu dormi finalmente sem precisar saber onde você estava e no que você estava pensando.
Eu respirei apesar da minha rinite e eu não senti o vácuo assustador do meu espírito.
É mais fácil viver longe de você. É mais fácil acordar feia e isso ser só mais uma visão da vida. É mais fácil dormir sem querer alcançar a vida ao lado, porque é preciso morrer um pouco para dormir e eu odeio essa sensação de intensidade absurdamente viva que eu sinto cada vez que miro um pedaço seu espalhado no seu mundo entreaberto.
Nenhum pensamento meu tem o poder de te machucar, nenhum mundo para onde eu vá tem o poder de te causar desespero. E eu preciso te sentir na minha ratoeira, eu preciso atirar nas suas asas que sobrevoam meu sossego. Você sempre me deixa, mesmo ficando colado comigo.
Eu preciso sentir tormento alheio para desocupar o lugar da atormentada. Eu preciso ter a certeza que no seu ponto perdido no espaço ainda não mora outro rosto.
O amor tem uma cara feia pra mim, de tormenta, de escuridão, de labirinto. E eu não consigo acreditar no seu jeito feliz de me amar, no seu jeito feliz de achar que tudo bem entregar um peito a outro ser que voltou ao mundo porque ainda não tinha aprendido a viver. Quando a gente ama, a gente entrega a alma para alguém que não sabe direito nem o que fazer com a própria.
Por isso eu agora estava ali, coberta do cheiro alheio, para ver se eu me defumava de outras intenções, o suficiente para fechar os poros das nossas portas.
Eu queria morrer ali, ao lado do outro homem. Ainda que nenhuma célula do meu corpo permitisse a proximidade de outro batimento cardíaco, outro bafo e outro estalar de dedos do pé.
Eu queria congelar aquele momento sem luz, aquele momento em que, aos poucos, eu sentia meu corpo e todo o resto feito de espírito voltar ao meu centro. A nossa morte que me retornava à minha vida.
Eu queria que a manhã chegasse aos poucos, matando você sem que eu acordasse e, finalmente, no café da manhã, eu tomaria um suco de laranjas com a minha existência livre da sua.
Eu queria não acordar e lembrar que ainda preciso conquistar você, porque você brinca de ser meu, mas mora do outro lado mundo.
E eu não sou atleta e nem forte para correr tanto e tão longe, por isso gostaria de destruir tudo o que é seu do meu mapa. Eu tenho muita preguiça do seu olhar de "já sei o que é sofrer, agora posso viver sem medo porque descobri que eu não morro".
Eu já sofri por aí, mas ainda morro muito, todo dia eu velo meus restos e conto uma piada para ninguém perceber. E eu queria relaxar da terra em cima da minha cabeça só para variar um pouco.
Eu estava deitada numa cama imensa que poderia ser minha, e o outro dizia "tudo aqui pode ser só seu e pra sempre". Aos poucos fui lavando meu cérebro de você, e torcendo para os restos da limpeza caírem no meu coração, acabando de vez com o serviço.
Fui trabalhando meu corpo para esvaziar todas as suas pistas da minha história.
A maior felicidade para mim é sentir uma coceguinha de proteção no centro do meu estômago, uma borboletinha da alegria, uma paz imensa que emana do meu centro esquentando até os dedos do pé e os fios de cabelo.
Essa alegria foi nascendo, igual a quando eu sabia amar apenas como filha, porque ele me deixou ficar nua, carente e imaculada, como uma criança.
A escuridão foi me invadindo e calando neurônio por neurônio, grito por grito da minha angústia.
Eu já estava me acostumando com a vida assim, a vida quente e confortável do chão firme e certo. O quente do amor conquistado e sólido e não da paixão quebrada em milhões de pedaços indecifráveis que eram jogados por um desconhecido, como num jogo de dardos, no meu coração estampado numa parede descascada.
Mas eu sonhei que você me descobria, me via deitada ali com a pele tão arrepiada que parecia uma galinha depenada, e eu te dizia: eu não deixei ele encostar em mim, eu sou tão sua, que merda, eu sou tão sua.
E você, sem alterar a expressão eterna do seu orgulho inabalável, apenas me olhava com pena e me dizia que tudo bem.
Mas não está tudo bem, sabe? Eu preciso ver sofrimento no meu líder para saber que sigo um apelo humano. Eu cansei de alisar sua escultura de pedra.
Eu cansei de ser perdoada, compreendida e aceita. Eu cansei do mundo evoluído, porque eu sou bicho e esse mundo evoluído me humilha demais.
Alguém aí pode admitir que essa merda de vida dá um medo filho da puta, e que ficar longe de tudo dói, e que ficar dentro de tudo dói, e que estar aqui, agora, dói pra cacete?
Alguém aí pode admitir por um segundo a inveja, o cansaço, o ciúme, a dor, a porra toda que essa química causa no nosso cérebro quando se espalha sem pedir permissão e joga essa doença toda pra cima da gente, a gente que estava calmamente vivendo nossa vidinha idiota?
Alguém aí pode deixar de segurar na muleta social do divertimento, jogar copos longe, cigarros longe, bocas alheias, fugazes e desconhecidas longe, roupas longe, colares e pulseiras longe, poses e armações de sutiãs longe,…?
Alguém pode me dar um murro na boca e me prender ao pé da cama, por favor?
Tati Bernardi
Ciúmes. s.m. Emulação,
inveja; zelo de amor. Pesar, despeito por ver alguém possuir um bem que
se desejaria ter: o ciúme o atormenta. Receio de que a pessoa amada se
apegue a outrem.
Inveja, ta ai, eu tenho
inveja mesmo, o que gera ciúmes, ou o ciúme gera a inveja. Não sei dizer o
certo. Sabe, eu tenho inveja de como você trata bem aquela sua amiga, do tempo
em que você passa ao lado de certas pessoas, do sorriso daquela menina que você
tanto admira, ou da simpatia da sua colega de sala que você tanto fala. Sinto
inveja das pessoas que possam te ver todos os dias. Ou até mesmo
constantemente. Sinto inveja das pessoas que habitam seus sonhos mais secretos,
e principalmente daquelas que realizam esses sonhos. Sinto inveja de quem possa
te amar e demonstrar esse amor sem que seja rejeitada, Sinto inveja da pessoa a
quem você procura toda vez que está com algum problema. Ou que somente precisa
conversar. Tenho inveja do seu quarto, da sua toalha, tenho inveja até do seu
sangue, por ele ta a todo tempo passando pelo seu coração, e do oxigênio, que não
sai da sua cabeça. Tenho ciúmes de tudo àquilo que ocupa seu tempo.
Nunca tinha achado uma
definição tão perfeita pro ciúmes. Ciúme muita das vezes é pura vontade, de ser
ou ter algo ou alguém. Sempre me escondo atrás do ciúmes/raiva, mas isso não
passa de uma forma exagerada e desesperadora de ter você. De ser sua.
Rafaella M.
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Tirando os pés do chão.
Ai eu me pego pensando em você. Pensando em
tudo que eu queria te dizer em tudo que eu queria fazer com você. Ah meu bem, poderíamos
ser tão felizes juntos. Poderíamos fazer as coisas mais incríveis deste mundo. Como
nos amar. Tem coisa mais linda e incrível no mundo do que o amor? Acho que não.
E é com você que eu quero viver esse sentimento, é você que eu quero chamar de
amor. Então para de besteira e me queira como seu amor também.
Eu quero acordar do seu lado todo dia, e depois de um dia
cansativo, no anoitecer eu possa esquentar meu pé na sua batata da perna. Quero
seu cheiro invadindo meu quarto, quero você invadindo a minha vida. Quero
beijos inesperados, quero que você continue beijando a minha testa depois de um
beijo apaixonante de perder o fôlego. Quero sempre sentir seus olhos de desejos
em mim, mas quero também olhar de tranqüilidade e amor. Quero compartilhar
risadas, segredos, tristezas e sonhos com você. Deitar no seu colo e te fazer cafuné.
Quero te fazer o homem mais feliz do mundo, realizar seus
sonhos e fantasias, arrancar sorrisos e lagrimas de felicidade. E nem se
preocupa com a reciprocidade, porque só de te proporcionar felicidade eterna eu
já serei a mulher mais feliz do mundo. Então para de bobeira e vem ser feliz
comigo amor, vem rir, brincar, ter prazer e sonhar. Sonhar com nosso futuro,
que pouco a pouco iremos construir.
E o nosso casamento? Ah esse dia vai ser o terceiro dia mais
feliz da minha vida. Sim o terceiro. O primeiro foi quando eu te conheci e o
segundo vai ser quanto nascer o nosso menininho. Vamos ter quantos filhos amor?
Três? Talvez quatro. Quero que todos eles tenham o seu sorriso. Que por sinal,
deveria ser considerado a 8º maravilha do mundo. Então vem voar comigo amor,
porque amar é basicamente isso, voar. É, acho que voei longe agora.
Rafaella M.
À venda.
Quando a gente deixa claro o sentimento à gente fica
vulnerável. Ficamos pequenininhos, com medo, apavorados. E como se estivéssemos
abrindo a nossa alma a alguém, e a convidado pra entrar, “Fica a vontade, a
casa é sua”. E realmente, a casa é do outro, somos moradias de sentimentos. Só
isso, vivemos para isso, sobrevivemos para o outro. É como dar um tiro no
escuro, tentando acertar o outro. Pronto, é isso, é como alugar um apartamento,
você vai lá, arruma o apartamento e apresenta para o futuro morador. E fica na
torcida pra ele assinar o contrato. Mas tem que deixar sempre claro as
imperfeições do apartamento. “Olha, o antigo morador deixou um cano estourado,
uma luz queimada, e teve o outro que deixou umas bagagens no quarto de visitas,
mas já estou dando um jeito de remover.” Se não deixar claro e mostrar as
imperfeições o morador no meio do contrato vai rompê-lo. E quando se rompe um
contrato não é nada bom para ambos.
Então eu fui lá e arrumei o apartamento, demorei horas,
dias, semanas e meses pra ele ficar bem bonitinho pro novo morador. Fiquei com
medo de abrir as portas novamente para alguém, alias, o trabalho que eu tive
pra limpar a bagunça do antigo era motivo necessário pra fechar as portas pra
sempre.
E então mostrei primeiro a vista, ele decidiu entrar. Não
sei se ele gostou, não sei se ele volta pra assinar o contrato. Acho que não,
ainda ta meio bagunçado aqui dentro, mas eu pedi que ele não reparasse a
bagunça. Espero que ele volte, acho que ele seria um ótimo morador pra minha
alma vazia.
Pelo menos eu tentei, se ele voltar ou não ai já é com a
vida, no mais, eu abrir as janelas depois de dias de escuridão, eu limpei os
medos, eu joguei fora a insegurança, e joguei na casa um bom ar de esperança. Depois
de tempos tentando esconder e reprimir essa casa por vergonha e medo, hoje eu
quero é que ela seja alugada. E por alguém que no futuro peça pra ser o dono,
no papel passado e tudo.
Rafaella M.
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