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terça-feira, 18 de novembro de 2014

Do nada e por nada

E então você se vê sozinho, no meio da tempestade, tudo escuro e muitos raios e trovoadas, você sente medo e olha pro lado procurando abrigo. Não tem ninguém e nem um sinal de luz pra se apegar. Ele se foi, e te deixou ali, e você sabe que não à como suportar tal abandono. As lagrimas se misturam com a chuva e fica cada vez mais difícil enxergar, tudo embaçado, e o pior é que já estava assim há muito tempo, você que não quis admitir. Você se culpar, você se tortura procurando explicações e respostas, mas não há. E isso piora tudo. Foi por nada e do nada. Tudo a sua volta começa a desmoronar, edifícios de segurança vão ao chão, pontes de mudanças caem, tudo vira pó. Tudo some. E você só quer sumir também. Sumir de si, dessa confusão.


 E a sua base se foi, e te deixou ali, e você sabe que não à como suportar tal abandono. Se sente em queda livre, com a certeza que ninguém estará lá embaixo esperando pra te pegar, não há cama elástica e muito menos um colchão. E tudo começa a cair junto, e quem disse que esperança é a ultima que vai nunca caiu desse penhasco. Ela é a primeira. Mais raios e trovoadas. E você procura novamente alguém, e ta todo mundo ocupado com a sua própria tempestade.

 E então, finalmente, você cai. E descobre que a dor da queda não é nem metade da dor de se estar caindo. Do chão não se passa, a dor não tem como aumentar. Mais raios e trovoadas. Mas você já se acostumou, o medo já passou, você até sabe que tem uma luz ao redor, só não consegue enxergar. Sabe que a tempestade vai passar, mas não tão cedo. Sabe que uma hora vai ter forças pra levantar, só não sabe como vai suportar algo que não se suporta. O abandono. 

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